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2 de Abril de 2020
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    A visão do condômino como cliente.

    JurisWay
    Publicado por JurisWay
    há 9 anos

    Ser síndico não é fácil!

    Assumir um cargo de responsabilidades civil e criminal, se dedicar a fazer o impossível para o condomínio em suas horas vagas, ser surpreendido na madrugada por um reparo emergêncial, ser mal compreendido pelos moradores e ainda nunca ser remunerado de acordo com a sua função. Não é de se espantar que cada vez menos condôminos estão se candidatando ao cargo.

    Do outro lado, está o morador que trabalha também o dia todo, tem filhos, cedente por um tempo livre e acostumado a ser tratado de forma diferenciada por diversas empresas que o assessoram. Ele quer ser tratado como um cliente também no condomínio, mas infelizmente quem manda é um colega vizinho, que se candidatou a síndico por falta de interessados na última assembleia.

    Todo esse cenário explosivo esta mudando com a profissionalização da figura do síndico. A relação entre um síndico profissional e os condôminos está muito mais próxima de uma empresa com seus clientes do que entre vizinhos, e isso é muito positivo. O síndico profissional é uma pessoa física ou jurídica contratada para o cargo, e por isso o custo aumenta um pouco, claro. Mas já existem centenas (senão milhares) de condomínios que já entenderam os benefícios dessa modalidade de gestão.

    O síndico é o representante legal do condomínio. O artigo 1.347 do Código Civil autoriza qualquer cidadão ou empresa a ser síndico. O seguinte, 1.348, descreve as competências e atribuições do mesmo, afirma Rafael Segal Braun, síndico profissional com base em Campinas (SP).

    Competências

    Segundo Braun, o bom profissional deve conhecer diversas áreas, como administração, psicologia, direito e engenharia. Ele vai lidar com moradores diariamente, portanto deve ser convicto nas decisões e tratar a todos com boas maneiras. Delegar tarefas a funcionários de confiança, como zeladores, também é importante, para não haver sobrecarga.

    Síndico profissional em Jundiaí (SP), Wagner Capri cita também como essencial conhecer a legislação brasileira. É importante ter um curso superior. O ideal seria em administração ou direito. O conhecimento adquirido irá facilitar o trabalho, afirma.

    O salário também é um assunto importante. Ele varia de acordo com o porte do condomínio e o número de residenciais que contratam os serviços. Como a responsabilidade é muito grande, não compensa para um síndico profissional receber menos de três salários mínimos por mês, diz Capri.

    Conhecimento ou experiência?

    Atualmente há cursos de gestão em condomínios para quem se interessar pela carreira. Os mais famosos são da Assosíndico e do Secovi-SP. Há também, na capital paulista, um curso superior na área.

    Mas a experiência prática também é muito importante na função, pois além de dar mais credibilidade ao profissional, servirá para que ele saiba como tratar os moradores e a resolver os problemas com maior rapidez.

    Para Braun, o setor está em alta no mercado de trabalho. Tenho recebido muitos pedidos de orçamentos. Creio que deve aumentar a oferta de vagas, diz.

    Capri complementa a informação com formas de atuação do síndico profissional. Ele pode ser um empregado do condomínio ou prestador de serviço. Com conhecimento, experiência e um trabalho bem feito, todos irão colher os frutos de uma boa gestão.

    Fonte: Artigo disponibilizado no site www.licitamais.com.br

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